Viva a distância!

Internet é uma coisa complicada: qualquer pessoa, creio eu, seria capaz de entender a necessidade de afastamento, quando os objetivos interpessoais acabam por ser "conflituosos". É uma distância comum, celebrada no "longe dos olhos, longe do coração". Qualquer pessoa, certo? Mas não todo mundo.
Ainda não entendi o que se passou ontem, mas creio que tem a ver com listas de contatos - de qualquer rede de relacionamento - que determinam um nível de compromisso. Tomei um desses afastamentos: as horas de conversa no MSN me mantinham ligado, mesmo offline, e irremediavelmente - até onde entendi - distante. Apaguei um contato para me concentrar em outras coisas. O que não ficou entendido é que, se importante mesmo fôsse, meu telefone permanecia o mesmo, como permanecia o mesmo o meu e-mail. Mas era o "bebezão imaturo" aqui que tava "fazendo drama".
O que é estranho é que eu apenas "abandonei" os instant messengers - e apaguei alguns scraps, porque orkut não é memória. Em apenas 4 dias(!), virei uma decepção, um desapontamento. Tentando reparar a ausência dela nas minhas listas - como entendi que era importante: "É ridículo que paremos de nos falar por aqui" - eu é que fui excluído das listas dela. "A gente ia acabar se esbarrando", disse a moça, pouco antes de me executar sumariamente. Concordamos, finalmente! É um risco que a gente continua correndo, com ou sem redes de relacionamento. O que quis mudar foi a probabilidade disso acontecer.
A distância é uma coisa boa: a gente não precisa entender o outro. A gente nem precisa verificar a injustiça das acusações. Não precisa ter memória se a distância vai ser proteção: "Você não insistiu". A gente não precisa se adaptar. Aliás, viva a distância! A gente nem precisa ser de verdade; basta que se ouça o que se quer ouvir.